Nas entrevistas, Lucia Santaella revela o que os livros esboçam: o raciocínio em movimento, a inteligência que não se separa da sensibilidade.
Ao longo dos anos, Santaella concedeu entrevistas a veículos acadêmicos, jornalísticos e culturais de primeira linha — do Jornal da USP ao Instituto Humanitas Unisinos, do NIC.br a publicações internacionais. Nesses diálogos, ela aborda a inteligência artificial sem apocalipse, a semiótica sem hermetismo e as transformações digitais sem nostalgia.
Entre os temas mais recorrentes estão: os impactos da IA generativa na condição humana; os fundamentos filosóficos da semiótica de Peirce; a desinformação e as fake news como problemas semióticos e culturais; e a trajetória de pesquisadora que construiu ao longo de mais de cinco décadas.
Em 2025, em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos, Santaella afirmou que “certamente não vivemos o ocaso do humano, mas um salto antropológico de grande envergadura no qual nossa capacidade adaptativa está sendo colocada à prova” — síntese do equilíbrio que marca toda a sua reflexão sobre tecnologia.